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Exposição itinerante da campanha começa no Rio de Janeiro

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Nos dias 22 e 23 de outubro, o FBSSAN inaugura a exposição itinerante Comida é Patrimônio. A primeira exibição da mostra acontecerá durante o I Encontro Nacional de Agricultura Urbana, que começou nesta quarta-feira, dia 21, e vai até o dia 24 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A exposição reúne frases chamadas de “pensamentos-pimenta” sobre as múltiplas dimensões do comer: social, histórica, política, econômica, afetiva, cultural e ambiental. A iniciativa faz parte da campanha digital Comida é Patrimônio, lançada pelo Fórum no primeiro semestre de 2015, em parceria com a Malagueta Comunicação.

 Defender a comida como um patrimônio surgiu a partir do VII Encontro do FBSSAN, em 2013, na cidade de Porto Alegre. Na carta política “Que alimentos (não) estamos comendo?”, resultante do encontro, os motivos que levam a essa defesa estão na necessidade de enfrentar os desafios da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil.

Entre as frases selecionadas estão a do gastrônomo francês Brillat-Savarin: “O destino das nações depende da forma como elas se alimentam”; e de Maria Emília Pacheco, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea): “É urgente valorizar as diferentes tradições culinárias e ter em conta o valor cultural da comida, pois corremos o risco de perder a memória alimentar do país. Assegurar o direito humano à alimentação também implica nisso, em garantir o direito ao gosto”.x

De acordo com a integrante da Coordenação do FBSSAN, Vanessa Schottz, os alimentos que estamos, ou não, comendo levou os membros do Fórum a perceber o quanto a defesa da comida como um patrimônio é um caminho para aproximar a dimensão cultural da Segurança Alimentar, que diz respeito à quantidade e qualidade da comida.

Os objetivos, tanto da campanha quanto da exposição, são estimular a população a repensar a relação com os alimentos e lutar por um sistema alimentar mais justo, equitativo, saudável, sustentável e solidário. Assim, o Fórum busca valorizar a identidade alimentar, presente nas ricas regionalidades culinárias do país. As lutas cotidianas que travamos pela soberania e segurança alimentar e nutricional estão diretamente relacionadas com o que comemos e com o que as gerações futuras irão comer”, explica Vanessa.

A exposição Comida é Patrimônio ficará em frente à capela ecumênica da UERJ.

 Por Juliana Dias

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