Ministra Kátia Abreu: “preconceito” só quando não existe evidência científica
A entrevista concedida à revista Época Negócios pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, chamou atenção pelo fato de nomear os agrotóxicos de agroquímicos. Ela sugeriu que que “há uma campanha muito organizada” contra a utilização do uso de venenos nas lavouras. De acordo com a ministra, “só venceremos preconceito contra agroquímicos se nos unirmos à ciência”. Para Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo e ex-integrante da CTNBio (Comissão de Tecnologia Nacional de Biotecnologia), a ministra usou uma expressão equivocada e mal planejada no seu discurso com respeito aos agrotóxicos. “Quando Kátia fala que nós temos preconceito com relação a esses venenos, ela está esquecendo o fato de que preconceito é um conceito formado com antecedência ao conhecimento dos fatos. Temos 50 anos de evidência dos danos que os agrotóxicos causam à saúde”, afirma. Melgarejo aponta que não se trata de preconceito em relação ao uso do termo agrotóxicos. Mas sim de informação consolidada pela evidência, pelo acumulo de conhecimento científico. “Ela distorce o fato ao querer transformar a expressão agrotóxico em agroquímico ou …








