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Comida de verdade, soberania e democracia: manifesto do FBSSAN para as eleições de 2026

Em um país marcado pela fome, pela desigualdade e pela disputa sobre os rumos da democracia, defender a soberania alimentar é também defender direitos, território, natureza, cultura e dignidade para o povo brasileiro.

A Carta-Manifesto do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (você pode acessá-la aqui) reafirma que o voto precisa estar comprometido com a alimentação adequada e saudável, com o fortalecimento das políticas públicas, com a agroecologia, com a agricultura familiar, com o PNAE, o PAA, o SISAN e com a construção de um Brasil mais justo e soberano. Para isso, consideramos essencial:

  • uma política ampla de reforma agrária, garantia de direitos territoriais de povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais e de permanência e reinserção das juventudes no meio rural;
  • fortalecimento da agricultura familiar como setor estratégico do desenvolvimento e promoção da SAN no país;
  • promoção de processos amplos e massivos de transição agroecológica como meio para produção de alimentos saudáveis e enfrentamento às mudanças climáticas;
  • enfrentamento à expansão e disputa de terras cultiváveis entre o agronegócio e a produção de alimentos para a soberania alimentar nacional;
  • desenvolvimento de uma ampla estratégia de estabilização e redução do preço dos alimentos saudáveis como elemento estrutural de garantia do DHAA;
  • redução da dependência exterior de insumos (fertilizantes, sementes e outros) e maquinários agrícolas, e o desenvolvimento de uma estratégia nacional de produção de bioinsumos e sementes crioulas e de máquinas apropriadas à agricultura familiar e camposesa e agroecologia;
  • estratégia de descentralização do varejo de alimentos, por meio do fortalecimento de feiras do produtor, centrais de abastecimento e pequeno varejo de alimentos;
  • políticas estruturantes de redesenho da oferta de alimentos saudáveis a um custo acessível em médios e grandes centros urbanos;
  • eliminação das isenções tributárias para alimentos ultraprocessados e insumos ambientalmente degradantes e seu redirecionamento para a produção sustentável de alimentos saudáveis;
  • orçamento adequado para políticas estratégicas de segurança alimentar e nutricional;
  • estruturação, descentralização e estratégias adequadas de financiamento do SISAN e implementação de seus protocolos intersetoriais;
  • o fim da escala 6 x 1.
  • políticas públicas que reconheçam as culturas alimentares como eixo estruturante e orientador da construção de soberania alimentar dos povos e territórios.

À população brasileira, queremos enfatizar a importância de que todas e todos escolham candidatos e candidatas comprometidos com a soberania nacional e a soberania alimentar, articulando coerentemente seus votos nos poderes legislativo e executivo, no âmbito estadual e nacional, e se somando aos movimentos de campanha nas ruas.

Manifestamos o nosso apoio à reeleição do Presidente Lula e às candidaturas alinhadas aos princípios da democracia e do direito à alimentação, aos valores de nossa Constituição e a continuidade da construção de caminhos para superar desigualdades e não retroceder em direitos conquistados.

E mais uma vez reafirmamos o lema:

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